Precursor do popular “Shamisen” da ilha principal do Japão, o Sanshin, que significa literalmente “três cordas” surgiu em meados do século XIVd.C., em Okinawa, no reino de Ryukyu quando as ilhas do pequeno arquipélago do sul prestavam tributos à corte da Dinastia Ming, China, onde sua origem é creditada num instrumento semelhante, o Sanxian. Assim como seu parente do império do meio ele também é feito de couro de cobra, habú como chamam os okinawanos.

Usa-se para tocar uma peça feita de chifre de búfalo (ou touro) como uma palheta, um anel.
Nos anos seguintes à II Guerra mundial os okinawanos fizeram uma versão de lata, kankara sanshin, um sinal tanto de pobreza dos anos pós guerra como amor à música dos uchinanchús.
Consegui esse numa loja na principal avenida do centro de Naha, capital de Okinawa, Kokusai Doori. Takara Rec., dezembro/2008.
Os vendedores eram todos vindos da ilha de Kume (assim como otôsan uma ligação direta com a imagem que ilustra o tema desse blog).
Hoje em dia o sanshin é amplamente usado em diversos tipos de música, desde o clássico koten ryukyuano, ao popular minyo até rock, blues e música experimental. É atribuido à Shoukichi Kina, da banda Champloose (チャンプルーズ) a abertura ao mundo da música de Okinawa no começo dos anos 90 misturando rock ao popular estilo uchinanchú “free-style-dancing” kachashi. Entre seus expoentes contemporâneos destacam Seijin Noborikawa (inventor do 六線 “rokushin”, ou o sanshin de seis cordas), Misako Ochiro, Mika Uchizato, Chihiro Kamiya, a cantora pop Rimi Natsukawa, Yanawarabaa, Yonaha Tooru, Yasukatsu Ooshima, Misako Koja & Nenes, BEGIN, etc.
três cordas e uma lata: kankara sanshin, “yakabushi”.
BEGIN, “Sanshin no Hana”.
Yonaha Tooru + eisa taikô.
As uchinanchús brasileiras, Tontonmi na Okinawa TV, 1998.
Seigwá.







