Arquivo da categoria ‘música’

Outubro 18, 2009

Após um hiato sem postagens volto aqui com alguma novidade. É um cd que reuni as últimas coisas que andei fazendo tanto de músicas como field recordings (gravações de campo, fonografia).  Reuni nesse cd material de gravação de campo de paisagens sonoras do Japão e também de  alguns lugares do Brasil como também algumas músicas que fiz no último ano, de 2008 pra cá.

O cd se chama “ichi” (1 em japonês, grafia em ideograma chinês).

Contém:

01. onomatopéias
02. dois três
03. chance (a virada do G)
04. 17071710
05. water pipes
06. ghost intercom
07. takefu summer soundscape
08. ilha do boi

Está disponível na íntegra em mp3 (vbr, qualidade próxima ao cd) + encarte com descrições das paisagens sonoras por aqui.

Caso queira adiquirir uma cópia em cd físico, qualidade de áudio superior e capa/encarte personalizado entre em contato: almnakamura@gmail.com.

Mais material e informações disponíveis no myspace.

ps: agradecimentos à Leonardo Prata pela força e Thiago Behrndt pelos toques.

três cordas 三線

Abril 13, 2009

Precursor do popular “Shamisen” da ilha principal do Japão, o Sanshin, que significa literalmente “três cordas” surgiu em meados do século XIVd.C., em Okinawa,  no reino de Ryukyu quando as ilhas do pequeno arquipélago do sul prestavam tributos à corte da Dinastia Ming, China, onde sua origem é creditada num instrumento semelhante,  o Sanxian.  Assim como seu parente do império do meio ele também é feito de couro de cobra, habú como chamam os okinawanos.

sanshin

Usa-se para tocar uma peça feita de chifre de búfalo (ou touro) como uma palheta, um anel.

Nos anos seguintes à II Guerra mundial os okinawanos fizeram uma versão de lata, kankara sanshin, um sinal tanto de pobreza dos anos pós guerra como  amor à música dos uchinanchús.

takara1

Consegui esse numa loja na principal avenida do centro de Naha, capital de Okinawa, Kokusai Doori.  Takara Rec., dezembro/2008.

takara3

Os vendedores eram todos vindos da ilha de Kume (assim como otôsan uma ligação direta com a imagem que ilustra o tema desse blog).

takara21

Hoje em dia o sanshin é amplamente usado em diversos tipos de música, desde o clássico koten ryukyuano, ao popular minyo até rock, blues e música experimental. É atribuido à Shoukichi Kina, da banda Champloose (チャンプルーズ) a abertura ao mundo da música de Okinawa no começo dos anos 90 misturando rock ao popular estilo uchinanchú “free-style-dancing” kachashi. Entre seus expoentes contemporâneos destacam Seijin Noborikawa (inventor do 六線 “rokushin”, ou o sanshin de seis cordas), Misako Ochiro, Mika Uchizato, Chihiro Kamiya,  a cantora pop Rimi Natsukawa, Yanawarabaa, Yonaha Tooru, Yasukatsu Ooshima, Misako Koja & Nenes, BEGIN, etc.

três cordas e uma lata: kankara sanshin, “yakabushi”.

BEGIN, “Sanshin no Hana”.

Yonaha Tooru + eisa taikô.

As uchinanchús brasileiras, Tontonmi na Okinawa TV, 1998.

Seigwá.

Sobre o primitivo

Abril 11, 2009

On the term “American Primitive Guitar”: http://grapewrath.blogspot.com/

“(…)Composition. I personally advocate Fahey’s method of composition, which consists of 4 to 8 hour stretches in a dark room with some intoxicating substance at hand, and an instrument. Remember a melody, find the melody on the instrument, procede until boredom forces your mind to break out of the box or break the box. If you break your guitar, go find a day job, otherwise go purchase either a rusty recording instrument or some paper. Invent notation, write down what you’re doing. If you have a tuner it’s your own funeral, you might as well call it quits, because the only crap you’ll produce is western music, presuming you bought a western tuner, which is good as far as it goes, but you’re no longer composing primitive, you’re composing western. An A in the west is not neccessarily an A elsewhere, and really there’s no reason for you to even know what the fuck an A is in the first place: ignorance is a telltale sign of clear thinking.”

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