Archive for the ‘Uncategorized’ Category

Migrei pra outro endereço

junho 3, 2010

www.akisamiyo.wordpress.com

Dessa vez em uchinaguchi correto.

hehehehehehe

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novas músicas

março 2, 2010

Após alguns meses de aulas de sanshin na Associação Okinawa do Jabaquara-SP onde frequento (e outros meses treinando sozinho desde que arranjei um sanshin), resolvi gravar 2 músicas de Minyô (民謡, algo como “folk”, ou “música popular”): Nanyo Kouta (南洋小唄)e Aha Bushi (安波節).

Eis então algumas informações sobre elas.

Nanyo Kouta é uma canção sobre os nativos de Okinawa que migraram pra fora devido à escassa condição do lugar naquela época (anterior à II Guerra Mundial). Nanyo se traduz como “mares do sul” ou “ilhas dos mares do sul”. Uma canção sobre esperança daqueles que não tinham nada, viajaram ao redor do mundo pra tentar uma vida nova e mudar sua condição miserável.

Aha Bushi é uma canção sobre o penhasco de Aha, região norte de Okinawa.

Aqui alguns versos traduzidos:

Aha nu mahanta ya, hari chimusugari dukuru
No penhasco de Aha (hari) curtindo a fresca brisa da tarde

Uku nu machi shicha ya, hari ninashi dukuru
Sob o tradicional teto (hari) adormecendo ali

Aha nu nuundunchi (hari) kuganituru sagiti
No templo em Aha uma lanterna brilhante está pendurada

Uriga akagariba (hari) miruku yuugafu
Se torna brilhante (hari) uma colheita farta e boa fortuna*

Para ouvir:

Aha Bushi

Nanyo Kouta

*(traduzido do inglês de: http://www.sanshin.org/Site/Aha_Bushi_Lyrics.html )

outubro 18, 2009

Após um hiato sem postagens volto aqui com alguma novidade. É um cd que reuni as últimas coisas que andei fazendo tanto de músicas como field recordings (gravações de campo, fonografia).  Reuni nesse cd material de gravação de campo de paisagens sonoras do Japão e também de  alguns lugares do Brasil como também algumas músicas que fiz no último ano, de 2008 pra cá.

O cd se chama “ichi” (1 em japonês, grafia em ideograma chinês).

Contém:

01. onomatopéias
02. dois três
03. chance (a virada do G)
04. 17071710
05. water pipes
06. ghost intercom
07. takefu summer soundscape
08. ilha do boi

Está disponível na íntegra em mp3 (vbr, qualidade próxima ao cd) + encarte com descrições das paisagens sonoras por aqui.

Caso queira adiquirir uma cópia em cd físico, qualidade de áudio superior e capa/encarte personalizado entre em contato: almnakamura@gmail.com.

Mais material e informações disponíveis no myspace.

ps: agradecimentos à Leonardo Prata pela força e Thiago Behrndt pelos toques.

três cordas 三線

abril 13, 2009

Precursor do popular “Shamisen” da ilha principal do Japão, o Sanshin, que significa literalmente “três cordas” surgiu em meados do século XIVd.C., em Okinawa,  no reino de Ryukyu quando as ilhas do pequeno arquipélago do sul prestavam tributos à corte da Dinastia Ming, China, onde sua origem é creditada num instrumento semelhante,  o Sanxian.  Assim como seu parente do império do meio ele também é feito de couro de cobra, habú como chamam os okinawanos.

sanshin

Usa-se para tocar uma peça feita de chifre de búfalo (ou touro) como uma palheta, um anel.

Nos anos seguintes à II Guerra mundial os okinawanos fizeram uma versão de lata, kankara sanshin, um sinal tanto de pobreza dos anos pós guerra como  amor à música dos uchinanchús.

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Consegui esse numa loja na principal avenida do centro de Naha, capital de Okinawa, Kokusai Doori.  Takara Rec., dezembro/2008.

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Os vendedores eram todos vindos da ilha de Kume (assim como otôsan uma ligação direta com a imagem que ilustra o tema desse blog).

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Hoje em dia o sanshin é amplamente usado em diversos tipos de música, desde o clássico koten ryukyuano, ao popular minyo até rock, blues e música experimental. É atribuido à Shoukichi Kina, da banda Champloose (チャンプルーズ) a abertura ao mundo da música de Okinawa no começo dos anos 90 misturando rock ao popular estilo uchinanchú “free-style-dancing” kachashi. Entre seus expoentes contemporâneos destacam Seijin Noborikawa (inventor do 六線 “rokushin”, ou o sanshin de seis cordas), Misako Ochiro, Mika Uchizato, Chihiro Kamiya,  a cantora pop Rimi Natsukawa, Yanawarabaa, Yonaha Tooru, Yasukatsu Ooshima, Misako Koja & Nenes, BEGIN, etc.

três cordas e uma lata: kankara sanshin, “yakabushi”.

BEGIN, “Sanshin no Hana”.

Yonaha Tooru + eisa taikô.

As uchinanchús brasileiras, Tontonmi na Okinawa TV, 1998.

Seigwá.

Sobre o primitivo

abril 11, 2009

On the term “American Primitive Guitar”: http://grapewrath.blogspot.com/

“(…)Composition. I personally advocate Fahey’s method of composition, which consists of 4 to 8 hour stretches in a dark room with some intoxicating substance at hand, and an instrument. Remember a melody, find the melody on the instrument, procede until boredom forces your mind to break out of the box or break the box. If you break your guitar, go find a day job, otherwise go purchase either a rusty recording instrument or some paper. Invent notation, write down what you’re doing. If you have a tuner it’s your own funeral, you might as well call it quits, because the only crap you’ll produce is western music, presuming you bought a western tuner, which is good as far as it goes, but you’re no longer composing primitive, you’re composing western. An A in the west is not neccessarily an A elsewhere, and really there’s no reason for you to even know what the fuck an A is in the first place: ignorance is a telltale sign of clear thinking.”

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hanabi

agosto 16, 2008

花火 – Hanabi, festival de fogos de artifício. Takefu, Fukui, 2008 Aug/15 à beira do Rio Hino.

julho 20, 2008

Whitman.

blam blam blam blam

julho 19, 2008

新しいの唄、こちら hau – onomatopéias

virada do sol

julho 16, 2008

download: chance (a virada do sol)

ou no myspace do Hau

Gravada numa jam, em casa.  Violão base por Shinya Tsukamoto. / Recorded during a jam session at my home. Base guitar by Shinya Tsukamoto.

(atualização, 02/Março/2010:  Essa versão virou trilha do filme “Um par a Outro” de Cecília Engels. Uma outra versão dela está disponível no myspace e no cd “ichi” )

check check check

junho 25, 2008

Atenciones, silenciones, check check check, gravando lhes…

Já há algum tempo venho bolando a idéia pra esse blog mas o tempo escasso, preguiça e falta de boa memória me impediram, até agora. Pois bem, então agora tá aê.

Uma amiga havia feito um convite pra montar um blog coletivo, eu disse a ela que não teria o que dizer. E aqui também, acho que não tenho muito a dizer realmente. O que quero fazer aqui é mostrar algumas coisas que tenho feito, algumas coisas que acho interessantes,  poder usar esse espaço onde se pode ter algum feedback de qualquer um, mesmo que não tenha perfil em myspace, flickr, etc, tendo espaço livre pra quaquer um deixar um “oi” ou um “vai pra pqp”, enfim.

Há algum tempo comecei a me atraver pelo “tortuoso” mundo de field recordings, ou fonografia, gravações de campo (apesar de ter diferença significante entre os dois últimos), gravando coisas que me chamavam atenção logo nos primeiros dias morando em Takefu, cidadezinha rural do interior de Fukui, província no meio do Japão.  Algumas coisas eu já tinha em mente em gravar mas outras coisas simplesmente apareceram na hora. Algumas delas foram feitas a partir desse lugar aí na foto que é a janela do meu quarto. A vista dá pra plantações de arroz e outras, além de algumas pequenas montanhas ao fundo. Dessa janela eu vi dias amenos e dias chuvosos do outono, tempestades de neve no inverno (o sol se pondo pouco mais de 4h da tarde), tudo voltar a ficar cheio de cor na primavera e agora um baita calor, mosquitos, dias abafados quentes e úmidos (até que hoje tá bem fresquinho por sinal…) nesse verão que acaba de começar.

Mas vamos ao que interessa, os links pros primeiros arquivos disso que to falando.

Corvos nos fios – Voltando de manhã depois de passar por esses arredores, no comecinho da manhã, desde umas 6h, chego em casa e vejo uns três, quatro corvos nos fios de postes bem em frente ao prédio que moro. Por aqui corvo (karasu em nihon-go) é a coisa mais comum, tem por todo o Japão. Mas mesmo assim, fiquei impressionado com a quantidade que tem por aqui. Eles aparecem como “vilões” em algumas histórias, como quando um colega, ao fazer compras, saindo do supermercado em direção à bicicleta estacionada tem a triste surpresa de ter seus pertences (em geral comida) mexidos, revirados ou até mesmo roubados. Pois é, foram eles, karasu! Isso também aconteceu comigo. Eles ficam à espreita na entrada do supermercado, ou mesmo em qualquer lugar. É só vacilar, eles vêem, abrem com o bico, senão mesmo levam embora carregando pelas garras a janta. Esses bichos também são protagonistas de histórias, contos (vide Edgar Allan Poe, ou mesmo o HQ transformado em filme (“The Crow” com o filho do Bruce Lee..). Por aqui eles tem todo respeito do povo japonês que é bastante religioso e supersticioso. Dizem que traz má sorte pra quem ferir um corvo. Se um deles é encontrado morto a polícia vai atrás pra saber o que aconteceu. É curioso o som que produze que nem sempre é o mesmo. Esses da gravação aí é bem peculiar.

Carro da batata-doce – Eu costumava acordar alguns dias com o som dele. Não sabia muito bem o que era, talvez fosse só algo do meu sonho. Mas é bem real e comestível. As batatas são feitas de forma toda artesanal e tradicional, cozidas em pedras. Ainda não pude provar mas vou atrás desse carro aí qualquer dia. Toda semana ele passa. Por meio de um canto que parece reza ou oração ele avisa que tem coisa gostosa chegando.

Tambores de um Templo no Monte Chausu – Uma das primeiras que registrei. Tinha ficado num lugar ao lado do Mt Chausu, começando a gravar algumas coisas, principalmente corvos. Apareceram alguns nesse dia. Na volta começo a ouvir um ritmo vindo de um pequeno templo, decrescendo e decrescendo. Aquilo era forte, natural e hipnotizante.

De trem em Tóquio: Shinagawa-Shibuya – A única que não foi feita em Takefu mas em Toquio, no começo de Junho agora. Tinha ido pra ver um show, dar uma volta por alguns lugares que me pareciam legais. Isso aqui foi feito num trem comum (futsu-denshia) na cidade de Tóquio. A partir da plataforma de Shinagawa, o trem chega, embarco…

Todas as faixas estão no sound transit, um site exclusivo de field recordings onde é possível escolher um trajeto, marcar o local de embarque e desembarque, paradas, por todo mundo. Em cada lugar uma paisagem sonora diferente. Também dá pra acessar diretamente o perfil de cada artista que participa dele.

obs.: É altamente recomendável o uso de fones de ouvido pra melhor “visualização” das paisagens.

Em breve mais novidades,

Abraços a todos/todas!

Alexandre,

Junho/2008.